terça-feira, 27 de outubro de 2009

Legislativas 2009

Aproxima-se a data das eleições para a Assembleia da República. A 27 de Setembro vamos eleger deputados. Não vamos eleger um primeiro ministro. O resultado das eleições condicionará a vida política nos próximos anos e definirá o quadro político que servirá de base à formação do governo.
Mas, sabemos realmente quem são os nossos deputados? O hemiciclo que vemos nas televisões é composto por um grande “centrão” (PS e PSD) e por representações parlamentares de outros partidos mais pequenos. As políticas defendidas ou implementadas pelos partidos do “centrão” (PS e PSD), apresentam-se como alternativa um ao outro, mas não se têm distinguido, no essencial, ao longo de trinta e três anos, persistindo numa política de direita que, também nunca é demais sublinhar, conduziu o País à situação dramática hoje existente.
Apoiar as forças do “centrão” significa contribuir para a eleição de deputados empenhados na defesa das políticas de direita dos seus partidos, alguns dos quais deputados-perfeitos-desconhecidos, que mais parecem estar no hemiciclo apenas para votar. É necessário ao País eleger deputados decididamente apostados numa nova política.
É tempo de rotura e de alternativa. E a alternativa começa em cada um de nós, no exercício do direito de voto. Votar bem significa, na minha opinião, dar o voto àqueles que todos os dias se preocupam verdadeiramente com a qualidade de vida e de trabalho dos cidadãos mais humildes, que constituem a esmagadora maioria do povo português; dar o voto aos que estão do lado dos trabalhadores quando as multinacionais encerram as portas das empresas em Portugal, para as abrirem noutros países, contribuindo para a destruição do aparelho produtivo nacional; dar o voto aos que, juntamente com a maioria da população, lutam contra o encerramento dos Centros de Saúde e contra as políticas de privatização da saúde; dar o voto aos que defendem uma Escola Pública, gratuita e de qualidade para todos, com professores motivados e reconhecidos; dar o voto aos que consequentemente se batem contra o Código do Trabalho e contra a submissão total do poder político ao poder económico; dar o voto aos que se batem contra a subserviência aos ditames do imperialismo, do envolvimento em criminosas guerras de ocupação com centenas de milhares de mortos e da venda a retalho da soberania e da independência nacional; dar o voto a quem conhece, estuda e propõe uma verdadeira alternativa.
Como professor e como cidadão voluntaria e decididamente empenhado na construção de uma sociedade mais justa, só posso dar o meu voto a uma força política que ao longo de décadas tem representado a verdadeira alternativa às políticas de direita seguidas ora por uns, ora por outros. É por isso que, convictamente, vou votar na CDU - Coligação Democrática Unitária.
in semanário "Expressões" M. Grande

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